O seguro celular do Itaú é uma das opções mais procuradas por clientes do banco que querem proteger o smartphone. A praticidade de contratar pelo próprio app do Itaú, sem sair do ecossistema bancário, torna a oferta atraente à primeira vista.
Mas um seguro vai muito além da conveniência de contratação. As coberturas, a forma de indenização, a franquia e — principalmente — o que acontece quando você realmente precisa usar o seguro são os fatores que definem se ele vale a pena.
Nesta análise, vamos destrinchar o seguro celular do Itaú com base nas condições gerais da Chubb Seguros (que é a seguradora real por trás do produto), mostrar os pontos fortes, os pontos de atenção e comparar com outras opções do mercado para que você tome a melhor decisão.
- Quem é a seguradora por trás do Itaú?
- O que o seguro celular do Itaú cobre?
- O que o seguro do Itaú NÃO cobre
- Como funciona a indenização: reparo, reposição ou dinheiro?
- A franquia: quanto custa para acionar?
- Prós e contras do seguro celular do Itaú
- Seguro do Itaú vs. alternativas: o que considerar
- Perguntas frequentes sobre o seguro celular do Itaú
- Veredito: o seguro celular do Itaú vale a pena?
- Compare as opções com a Stoica Seguros
Quem é a seguradora por trás do Itaú?
Essa é a primeira informação que a maioria das pessoas desconhece: o seguro celular do Itaú não é operado pelo banco. O Itaú atua como estipulante, ou seja, é quem comercializa e distribui o seguro. A seguradora que assume o risco e paga as indenizações é a Chubb Seguros Brasil S.A. (CNPJ 03.502.099/0001-18, Processo SUSEP 15414.900252/2013-79).
A Chubb é uma seguradora global de grande porte, com operação em mais de 50 países. No Brasil, ela é a mesma seguradora por trás do seguro celular do Nubank. Isso significa que, na essência, as condições gerais dos dois produtos são praticamente idênticas — o que muda são os planos comerciais e os canais de contratação.
Saber quem é a seguradora importa porque, em caso de sinistro, é com a Chubb que você vai lidar — não com o Itaú. E são as condições gerais da Chubb que definem seus direitos e limitações reais.
O que o seguro celular do Itaú cobre?
O Itaú oferece duas modalidades principais de cobertura:
Plano Roubo e Furto Qualificado
É a cobertura de entrada. Protege o aparelho quando ele é subtraído mediante violência ou ameaça (roubo) ou quando há destruição de um obstáculo para acessá-lo (furto qualificado — por exemplo, alguém rasga sua mochila ou arromba um carro para levar o celular).
Plano Completo (Roubo + Furto Qualificado + Quebra Acidental)
Além da cobertura contra roubo e furto qualificado, este plano adiciona proteção contra danos acidentais — como queda, tela trincada e impacto. Para quem tem aparelhos de linha premium, essa cobertura pode evitar um prejuízo alto, já que a troca de tela de um iPhone Pro ou Galaxy S pode custar de R$ 1.500 a R$ 4.000.
Perda ou roubo de documentos
O Itaú inclui um benefício adicional de reembolso para segunda via de documentos pessoais, com limite de até R$ 500. É um complemento menor, mas relevante em situações de roubo onde o celular e os documentos são levados juntos.
O que o seguro do Itaú NÃO cobre
Aqui está um dos pontos mais importantes e que gera mais reclamações: o seguro celular do Itaú não cobre furto simples.
A diferença é crucial e muita gente só descobre na hora de acionar:
Furto qualificado (coberto) — Há vestígios claros da ação criminosa. Alguém arrombou, destruiu ou rompeu algo para levar o celular. Exemplo: ladrão rasga sua bolsa no ônibus para pegar o aparelho.
Furto simples (NÃO coberto) — O celular é levado sem violência e sem vestígio de arrombamento. Exemplo: você deixa o aparelho na mesa de um restaurante, vai ao banheiro e quando volta ele sumiu. Ou alguém tira do seu bolso sem que você perceba.
Roubo (coberto) — Envolve ameaça direta ou violência física. Exemplo: alguém te aborda com arma e exige o celular.
Na prática, uma parcela significativa das ocorrências do dia a dia se enquadra como furto simples — e essas NÃO são cobertas pelo seguro do Itaú em nenhum dos planos.
Como funciona a indenização: reparo, reposição ou dinheiro?
Esse é o ponto que diferencia radicalmente o seguro do Itaú de outras opções no mercado, e que merece atenção redobrada.
De acordo com a Cláusula 21.2 das condições gerais da Chubb, a indenização é feita por meio de reparo ou substituição do bem segurado por igual ou similar, novo ou recondicionado. A forma específica é definida no ato da contratação.
Na prática, isso significa:
Em caso de quebra acidental, a Chubb pode reparar o aparelho (consertar a tela, por exemplo) em vez de substituí-lo. Se o reparo não for viável, a substituição pode ser por um aparelho igual ou similar — que pode ser novo ou recondicionado.
Em caso de roubo ou furto qualificado, como não há aparelho para reparar, a Chubb substitui por um aparelho igual ou similar, que também pode ser novo ou recondicionado.
Indenização em dinheiro — A Chubb paga em dinheiro apenas quando não é possível reparar ou repor o aparelho. E mesmo nesse caso, o valor é calculado com base no valor atual do bem com depreciação, não pelo valor de mercado cheio.
A tabela de depreciação da Chubb
Este é um detalhe que pouquíssimos consumidores conhecem antes de contratar. A Cláusula 22.2 das condições gerais da Chubb estabelece uma tabela de depreciação que reduz o valor da indenização conforme a idade do aparelho:
- Até 1 ano: Limite de 100% do valor da nota fiscal
- Segundo ano: Limite de 70% do valor da nota fiscal
- Terceiro ano: Limite de 50% do valor da nota fiscal
- Quarto ano: Limite de 30% do valor da nota fiscal
- Quinto ano: Limite de 25% do valor da nota fiscal
Essa tabela é aplicada a todo e qualquer sinistro, inclusive quando a reposição não é possível e a seguradora precisa pagar em dinheiro (Cláusula 22.2.1).
Na prática, se o seu celular tem 1 ano e meio de uso e custou R$ 8.000 na nota fiscal, a indenização máxima em dinheiro seria de R$ 5.600 (70% do valor). Isso antes de descontar a franquia.
O que significa “aparelho recondicionado”?
Um aparelho recondicionado (ou remanufaturado) é um celular que foi previamente usado, passou por reparos, testes e controle de qualidade para voltar a funcionar como novo. Pode ter componentes substituídos, como bateria ou tela, e geralmente vem com garantia limitada.
Não é necessariamente um produto ruim, mas é substancialmente diferente de receber um aparelho novo de fábrica — e essa possibilidade está prevista no contrato.

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A franquia: quanto custa para acionar?
O seguro do Itaú possui franquia, que é o valor pago pelo segurado ao acionar o seguro. Esse valor é um percentual do preço do aparelho e está definido no contrato.
Exemplo prático: se o celular vale R$ 6.000 e a franquia é de 25%, o segurado arca com R$ 1.500 ao acionar o seguro. A seguradora cobre o restante, respeitando o limite máximo de indenização e a eventual depreciação.
A franquia exata varia conforme o plano e o modelo do aparelho, e deve ser consultada no certificado individual antes da contratação.
Prós e contras do seguro celular do Itaú
Vantagens
Conveniência para clientes do banco — A contratação é feita diretamente pelo app do Itaú, sem necessidade de lidar com outra empresa. Para quem já é correntista, o processo é ágil e integrado.
Seguradora global — A Chubb é uma das maiores seguradoras do mundo. Do ponto de vista de solidez financeira, não há preocupação.
Cobertura de quebra acidental disponível — O plano completo inclui danos físicos, o que pode evitar despesas altas com reparo de tela ou componentes.
Preço de entrada acessível — Os planos começam a partir de R$ 16,90/mês, o que torna o produto competitivo para aparelhos de valor mais baixo.
Reembolso de documentos — O benefício de até R$ 500 para segunda via de documentos pessoais é um diferencial, ainda que pequeno.
Pontos de atenção
Não cobre furto simples — Nenhum dos planos do Itaú inclui cobertura para furto simples. Esse é o tipo de ocorrência mais comum no dia a dia (celular levado de cima da mesa, do bolso sem perceber) e sua exclusão é um ponto negativo significativo.
Indenização por reposição, não em dinheiro — A forma padrão de indenização é o reparo ou a substituição do aparelho, que pode ser por um celular recondicionado. O pagamento em dinheiro só ocorre quando a reposição não é viável, e ainda assim com depreciação.
Tabela de depreciação agressiva — A partir do segundo ano de uso, a indenização máxima cai para 70% do valor da nota fiscal. No terceiro ano, 50%. Isso pode gerar uma diferença grande entre o que o segurado espera receber e o que efetivamente recebe.
Aparelho recondicionado — A Chubb pode substituir o celular por um aparelho recondicionado e não novo, conforme previsto nas condições gerais. A página do Itaú menciona “reposição por um novo, igual ou similar”, mas o contrato da Chubb permite recondicionado.
Itaú e Nubank usam a mesma seguradora — Ambos operam com a Chubb. As condições gerais são essencialmente as mesmas. Se você está comparando os dois, a diferença está nos planos comerciais e nos canais de atendimento, não na seguradora.
Seguro do Itaú vs. alternativas: o que considerar
Porto Seguro — Indenização em dinheiro, sem depreciação por tabela fixa
A principal diferença da Porto para o Itaú/Chubb é a forma de indenização. A Porto paga em dinheiro via transferência bancária, e o valor é calculado pelo Método Comparativo Direto de Dados de Mercado — ou seja, pelo valor do aparelho no mercado no dia anterior ao sinistro, e não por uma tabela fixa de depreciação sobre a nota fiscal.
Isso significa que, se o valor de mercado do seu aparelho se manteve ou até subiu (como acontece com iPhones nos primeiros meses), você recebe um valor proporcional ao que ele realmente vale, não uma fração arbitrária da nota fiscal.
Outros diferenciais da Porto: 4 planos com opções que incluem furto simples, quebra acidental e proteção de transações digitais e Pix (até R$ 5.000). Zero carência (cobertura imediata). Franquia de 25% que pode cair para 20% com o app Porto. Descontos de até 10% para clientes Porto ou cartão Porto Bank. Cobertura internacional.
Pier — Seguro digital com furto simples incluso
A Pier é uma alternativa digital que se destaca pela simplicidade de contratação e por incluir furto simples em seus planos — algo que o Itaú não oferece. A contratação é 100% pelo app, sem exigência de nota fiscal no momento da assinatura (pode ser solicitada em caso de sinistro). Pagamento mensal sem fidelidade.
Perguntas frequentes sobre o seguro celular do Itaú
O seguro é do Itaú ou de outra empresa? O Itaú é o estipulante (quem comercializa). A seguradora que assume o risco e paga indenizações é a Chubb Seguros Brasil. As regras do contrato seguem as condições gerais da Chubb.
Preciso ser cliente do Itaú para contratar? A contratação é feita pelo app do Itaú, então na prática é necessário ter conta no banco.
O seguro cobre furto simples? Não. Nenhum dos planos do seguro celular do Itaú cobre furto simples. Apenas roubo e furto qualificado são cobertos.
Vou receber um celular novo se acionar? Não necessariamente. A Cláusula 21.2 das condições gerais da Chubb permite que a reposição seja feita por aparelho igual ou similar, novo ou recondicionado. A decisão é da seguradora.
O seguro tem franquia? Sim. A franquia é um percentual do valor do aparelho, definido no contrato. É o valor que o segurado paga do próprio bolso ao acionar o seguro.
Se não for possível repor o aparelho, recebo em dinheiro? Sim, mas com depreciação. A Chubb aplica uma tabela que reduz o valor conforme a idade do aparelho: 100% no primeiro ano, 70% no segundo, 50% no terceiro, 30% no quarto e 25% no quinto ano — sempre sobre o valor da nota fiscal.
O seguro do Itaú e do Nubank são iguais? São muito parecidos. Ambos usam a Chubb Seguros como seguradora e as condições gerais são essencialmente as mesmas. A diferença está nos planos, preços e canais de atendimento de cada estipulante.
O seguro tem carência? As condições gerais da Chubb permitem a aplicação de carência, com prazo definido na apólice. Verifique o seu certificado individual.
Como aciono o seguro em caso de roubo? Registre um Boletim de Ocorrência, entre em contato com os canais de sinistro da Chubb indicados na apólice e envie a documentação solicitada (B.O., RG, CPF, comprovante de residência e nota fiscal do aparelho).
Veredito: o seguro celular do Itaú vale a pena?
O seguro do Itaú é uma opção conveniente para quem já é cliente do banco e quer uma proteção básica contra roubo e quebra acidental. A solidez da Chubb como seguradora é um ponto positivo, e a contratação pelo app é simples.
No entanto, existem limitações importantes: a ausência de cobertura para furto simples, a possibilidade de reposição por aparelho recondicionado, e a tabela de depreciação que pode reduzir significativamente o valor da indenização em dinheiro a partir do segundo ano de uso.
Para quem busca indenização em dinheiro, sem tabela fixa de depreciação, com cobertura de furto simples e assessoria de um corretor especialista, alternativas como a Porto Seguro oferecem um produto mais completo e transparente.
Compare as opções com a Stoica Seguros
A Stoica Seguros trabalha com as principais seguradoras de seguro celular do mercado e oferece um atendimento consultivo: explicamos todas as coberturas, exclusões, franquias e formas de indenização antes de você contratar.
Se você está avaliando o seguro do Itaú e quer comparar com outras opções, fale com um dos nossos corretores.
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